quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

Museu Catavento inaugura “Mundo das Abelhas”


Espaço interativo e sensorial integra o Complexo de Polinizadores do museu e convida o visitante a descobrir curiosidades sobre o mundo das abelhas
No dia 22 de dezembro, às 15h00, o Museu Catavento, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, inaugura a instalação “Mundo das Abelhas”. Com o apoio da Bayer, o ambiente interativo e sensorial vai destacar a importância das abelhas para a manutenção da biodiversidade e produção de alimentos para a sociedade. A nova atração integra o Complexo dos Polinizadores, que já conta com o Borboletário e o Jardim de Polinizadores.
O Mundo das Abelhas está dividido em três estações – “Natureza”, “Fazenda de Abelhas” e “Colmeia” – em uma área de 100 m², no claustro do Museu, em frente ao Jardim e ao Borboletário. A entrada é um portal em formato de colmeia, que convida o visitante a vivenciar o universo das abelhas. A primeira estação proporciona uma experiência sensorial, na qual o público pode assistir a filmes e participar de jogos interativos, incluindo o de memória, que mostra os principais tipos de abelha que existem no mundo.
No espaço central, a “Fazenda de Abelhas”, o piso tem textura de madeira rústica. A ideia é mostrar para os visitantes uma estrutura de colmeia industrial, como se estivessem em uma fazenda de mel. Nesta parte, é abordada de que forma as abelhas se organizam em sociedade e outras curiosidades. Na seção, ficam disponíveis microscópios com lâminas que mostram pólen, mel e olhos das abelhas.
Na última parte da atração, a ambientação conta com o som direcional do voo das abelhas e o aroma de mel, para que os visitantes se sintam dentro de uma colméia. Também é realizado um jogo interativo de perguntas e respostas, no qual o participante deve adivinhar algumas peculiaridades sobre as abelhas.

SERVIÇO

Inauguração do “Mundo das Abelhas” no Museu Catavento
Data e horário: 22 de dezembro, sexta-feira, às 15h00
Local: Claustro  

Catavento Cultural e Educacional

Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP
(11) 3315-0051
Funcionamento: terça a domingo, (fechado às segundas), das 9h00 às 17h00 (Bilheteria fecha às 16h00)
Estacionamento pago no local
R$ 6,00 | Grátis aos Sábados
Acessibilidade no local

sábado, 2 de dezembro de 2017

Flores projetam halos de luz azul para atrair abelhas (estudo)

Fonte: nsc Santa


Centenas de espécies de flores desenvolveram a capacidade de projetar halos de luz azul invisíveis para os humanos para atrair abelhas polinizadoras, revelaram cientistas em um estudo publicado.
Em experimentos de laboratório, mamangavas (abelhas do gênero bombus) foram atraídas por flores sintéticas projetadas para gerar o mesmo tipo de anéis ultravioleta, segundo a pesquisa publicada na revista científica Nature.
"O efeito ocorre na parte ultravioleta do espectro óptico que não podemos ver", disse à AFP o coautor do estudo, Ullrich Steiner, pesquisador do Instituto Adolphe Merkle em Friburgo, na Suíça. "Mas as abelhas podem".
Os pesquisadores ficaram surpresos com os resultados.
Para começar, a arquitetura em nanoescala da planta produzindo esses halos azuis parece desordenada e varia significativamente de flor para flor.
"Nós sempre presumimos que a desordem que observamos nas superfícies de pétalas era apenas um subproduto acidental da vida - que as flores não podiam fazer melhor que isso", disse o autor sênior Beverly Glover, diretor do Jardim Botânico da Universidade de Cambridge.
"Mas a desordem que vemos na nanoestrutura de pétalas parece ter sido aproveitada pela evolução e acaba ajudando a comunicação floral com as abelhas".
A parceria entre os insetos e as plantas com flores começou mais de 100 milhões de anos atrás.
O mecanismo de reprodução dos animais funciona através da atração sexual. Mas as plantas, enraizadas no chão, tiveram que encontrar outra estratégia para se reproduzir. Elas precisavam de intermediários.
- Mistério resolvido -
Aí entram os pássaros e as abelhas, junto com o vento e qualquer veículo que possa transportar o pólen de uma flor para outra.
Estudos anteriores mostraram que as abelhas em busca de plantas que fornecem néctar são atraídas por odores, mas na maioria das vezes sua escolha é influenciada pelas cores e formatos das pétalas.
As abelhas são especialmente sensíveis à banda de cores no espectro de luz onde o azul se gradua em ultravioleta.
De alguma forma, algumas plantas são geneticamente programadas para "saber" disso. E, no entanto, paradoxalmente, o azul é uma cor relativamente incomum em flores.
"Muitas flores carecem da capacidade genética e bioquímica para manipular a química do pigmento no espectro azul para ultravioleta", disse a coautora Silvia Vignolini, bioquímica da Universidade de Cambridge.
Então, arrumar as moléculas nas pétalas de modo que a luz solar refletida produza um halo azul surgiu como uma estratégia evolutiva para atrair polinizadores.
Esse mecanismo evoluiu "muitas vezes em diferentes linhagens de flores, convergindo, em todos os casos, para esse sinal óptico para polinizadores", disse Glover.
Cientistas não envolvidos no estudo disseram que este respondeu algumas perguntas de longa data.
"Os dados fornecem provas abrangentes de que o halo azul é o sinal visual-chave que atrai abelhas", disse Dimitri Deheyn, cientista da Instituição Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia, em San Diego.
"Um mistério foi resolvido", comentou no jornal Nature.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

AS ABELHAS QUE RECUPERAM A VEGETAÇÃO APÓS INCÊNDIOS



Este é o resultado de uma pesquisa feita pela Universidade de Bolonha, Itália, nas costas mediterrânicas italianas e tunisinas, em que confirma-se “o papel do reparador dos insetos polinizadores” nas áreas que sofreram incêndios ou devastação.
Se não existissem outras razões para lutarmos pela preservação das abelhas e insetos polinizadores - as frutas que comemos - bastaria saber que, com a ação destes animais pequeninos que voam ao vento, de flor em flor, a recuperação das áreas devastadas é muito mais rápida e eficaz, assim informa um artigo do Repubblica.it Bolonha.
Simplesmente descobriu-se que a ação das abelhas, mais até do que a de outros insetos polinizadores, é uma peça-chave na recuperação da vegetação após um desastre ambiental que, de outra maneira, levaria desertificação e empobrecimento dos solos.
A abelha se distingue dos outros polinizadores porque pode ser ajudada pelo ser humano para acelerar esse processo - basta para tal que os ramos queimados sejam pincelados com uma mistura adequada que as alimente, algo doce, claro.

O Estudo

O estudo em questão foi realizado entre 2015 e 2016, na Ligúria, em uma área propensa a incêndios. A pesquisa analisou duas áreas de 400 metros quadrados - cada uma foram selecionadas para o experimento de campo - as áreas ficavam distantes poucos quilômetros entre si. Uma delas tinha o benefício de colmeias de abelhas e a outra serviu de controle. Parcelas experimentais foram demarcadas e verificadas a cada quinzena.
Os resultados dizem que, graças à contribuição activa das abelhas em algumas espécies de plantas ocorre um aumento de mais de mais 50% na produção de sementes.
Até hoje não se sabia que as abelhas, para além de polinizarem e produzirem mel, também seriam tão indispensáveis para a manutenção da biodiversidade e para a recuperação de áreas sujeitas a vários tipos de estresse.
A abelha contribui para a polinização das plantas floríferas cultivadas (cerca de 150-200 espécies em todo o mundo) e selvagens (mais de 350 mil), incrementando esse processo reprodutivo em 75-80%.
Essa pesquisa foi realizada no âmbito do Projeto Mediterranean CooBEEration e foi realizada pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Bolonha, com a participação do Departamento de Ciência Agrícola, Florestas e Alimentação da Universidade de Turim e do Instituto Nacional de Agronômico Tunísia
Você poderá conhecer a fundo o projeto CooBEEration aqui em pdf.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

“Viva o Parque Botânico” é lançado neste domingo

Fonte: Governo do Estado do Ceará


Neste domingo (19), às 9h, houve lançamento do Projeto Viva o Parque Botânico, na sede daquela Unidade de Conservação, na CE 090, Km 03, Itambé-Caucaia. O Projeto é de responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), por meio da gestão do Parque Estadual Botânico do Ceará.
Artur Bruno anunciou uma novidade durante o evento: o investimento para o Parque Botânico no exercício de 2018, da ordem de R$ 530.000,00 para reformas estruturais e manutenção do programa Viva o Parque Botânico. O projeto conta com o apoio de diversas instituições parceiras, tais como Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), Colégio Master, Êxito Mercantil, Empresa Vitória e Prefeitura Municipal de Caucaia, através das suas secretarias.
Em seguida, o Secretário participou da aula inaugural do Projeto Meliponário Parque Escola, que tem como objetivo principal disseminar o conhecimento sobre as abelhas sem ferrão aos visitantes do Parque Botânico, ainda vistoriou as obras de reforma e ampliação do viveiro de mudas, que terá capacidade, após a reforma, de produção anual de 150 mil mudas. Por fim, o Secretário participou da apresentação artística dos índios Tapebas, na tenda principal e dançou com eles o Toré.
O Viva o Parque Botânico possui diversas atividades gratuitas para toda a família, e será realizado sempre aos domingos, das 8h às 12h. Dentre as atividades: dança, apresentações culturais, brincadeiras infantis, pintura facial, contação de histórias, trilhas ecológicas, doações de mudas e muito mais.
A solenidade de abertura contou com a presença do Secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno; do secretário adjunto, Fernando Bezerra; o vice presidente do IMAC , Plínio Veras, representando o prefeito de Caucaia, Naumi Amorim; o vice presidente da FATENE, Lamark Mesquita; Suellen, representando o Colégio Master da Bezerra de Menezes; Cláudio Araújo, representando a empresa Vitória, o ex-vereador de Caucaia, Augustinho Ferreira, Conceição Reis, coordenadora de extensão da FATENE e Francisco, representando o SESC IPARANA.

sábado, 30 de setembro de 2017

Criar abelhas sem ferrão na cidade ajuda o meio ambiente, diz Embrapa

Fonte: Globo Rural

Pesquisador da dicas de como criar os insetos, que podem produzir mel em casa desde que se cuide do ambiente

Criando abelhas em casa, é possível produzir mel para consumo próprio. (Foto: Divulgação/Embrapa)
Preservar a vida das abelhas nas cidades também é um ato de preocupação com a conservação do meio ambiente. E segundo o biólogo Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA), é possível criar abelhas sem ferrão em casa, desde que se tome alguns cuidados básicos com o ambiente. O benefício, além de ambiental, é que as pessoas podem produzir o próprio mel para consumo. Além disso, a atividade estimula crianças a entender a importância desses insetos na produção de alimentos.
“O Brasil precisa desenvolver técnicas de criação de abelhas em larga escala para atender a grande demanda tanto de polinização das plantas, como à produção de mel, pólen, própolis e geleia real, por exemplo”, afirma Cristiano, que estuda a biologia e o manejo de abelhas sem ferrão há 13 anos.
Criar abelhas dentro de casa, em um espaço urbano, também pode levar as pessoas a refletirem mais sobre importância de se preservar o meio ambiente. “Um benefício que vejo nessa atividade, é que a população passa a se comportar com consciência ambiental, evitando o acúmulo de lixo e preservando árvores para alimentar esses animais”, explica o pesquisador.
Cristiano ainda destaca que essa atividade, ainda pouco explorada no Brasil, é interessante porque torna possível “produzir o seu próprio mel na cidade, amenizando o impacto do choque entre o meio rural e a zona urbana”. Até mesmo as crianças podem se envolver na criação de abelhas, abrindo espaço para que elas participarem ativamente da natureza.
No entanto, para obter sucesso na atividade, Cristiano Menezes lista alguns cuidados que devem ser tomados. 
Como criar abelhas sem ferrão
- Ter noção do ambiente para as abelhas. É necessário que se more próximo à uma vegetação abundante, como perto de praças;
- Iniciar a criação com três ou quatro colmeias e ir aumentando à medida que as abelhas vão se desenvolvendo e o criador ganhando experiência;
- Manter em casa ou próximo dela, plantas ornamentais e fruteiras que são fundamentais na alimentação desses pequenos animais, como jabuticabeira, pitanga, goiabeira e até hortaliças, como manjericão. É preciso ter muito cuidado com o sol. As colmeias não podem ficar expostas ao sol das 10 horas da manhã às 3 da tarde;
- Escolher as espécies que se adaptam ao meio urbano é importante. As que mais se adaptam são a Jatair, Marmelada e Mandaguari;
- Jamais criar abelhas nativas de outras regiões, como por exemplo, uma espécie do Nordeste, como a Tiúba, na região Sul.
Os diferentes aspectos do mundo das abelhas serão discutido durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas, em Teresina, entre os dias 16 e 18 de outubro deste ano. O evento, realizado pela Embrapa Meio-Norte, vai reunir um time de cerca de 200 experientes cientistas brasileiros e internacionais.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Rainha de abelhas sem ferrão não castra operárias

Fonte: Jornal da USP

Estudo mostra ainda que ancestrais de espécies permitiam às operárias se reproduzirem nos ninhos

Pesquisa estudou comportamento reprodutivo das colmeias e a composição química do feromônio das rainhas de 21 espécies de abelhas sem ferrão brasileiras e australianas – Foto: Gilberto Romeu Winter/Wikimedia Commons
Conflitos de classe nos ninhos de abelhas sem ferrão são resolvidos mais democraticamente que nos de abelhas europeias, como as do gênero Apis, pelo menos no que diz respeito ao comportamento reprodutivo.
Ao contrário das rainhas europeias, as representantes dos trópicos não realizam castração química das operárias. O feromônio (odor característico dos componentes químicos que revestem seus corpos) apenas sinaliza sua presença no ninho, não guardando relação com controle de colocação de ovos no ninho. E, mais, essas espécies evoluíram de um grupo ancestral cujas operárias botavam ovos mesmo na presença da rainha.
Nas colmeias de abelhas sem ferrão não somente inexiste castração química como a rainha fértil, botando ovos regularmente na colônia, traz benefícios indiretos às operárias. A tese dos pesquisadores é a de que outros fatores, além dos genéticos (veja adiante), atuam na evolução dessas características, como os ecológicos.
Esses são os primeiros achados do trabalho de Tulio Marcos Nunes, pesquisador da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, publicados em edição recente da Nature Ecology & Evolution. Nunes estudou o comportamento reprodutivo das colmeias e a composição química do feromônio das rainhas de 21 espécies de abelhas sem ferrão brasileiras e australianas.
Rainhas de abelhas sem ferrão, nativas de regiões tropicais, não realizam castração química de suas operárias – Foto: Norberto P. Lopes / Divulgação
Nem todas as espécies tinham dados comportamentais descritos pela ciência. A equipe completou os estudos com o apoio de colegas do Laboratório de Comportamento e Genética de Insetos Sociais da Universidade de Sydney, Austrália.
Já as informações dos hidrocarbonetos cuticulares (feromônio) da rainha são todas inéditas. Os pesquisadores quantificaram e analisaram cada um dos conteúdos químicos de pelo menos uma rainha de cada espécie, com a supervisão do professor Norberto Peporine Lopes, chefe do Núcleo de Pesquisa em Produtos Naturais e Sintéticos da FCFRP. O projeto que deu origem ao estudo foi financiado pela Fapesp.

Abelhas pouco estudadas

Num momento em que cientistas alertam para o possível desaparecimento de polinizadores naturais, com riscos para a agricultura, conhecimentos quanto à adaptação evolutiva das espécies sem ferrão nas regiões tropicais interessam não só aos acadêmicos.
Representantes da tribo Meliponini, esse é “um grupo de abelhas extremamente diverso e pouco estudado”, comenta o pesquisador. Popularmente chamadas abelhas sem ferrão ou abelhas indígenas sem ferrão, são nativas e abundantes no Brasil. Mas ocorrem em toda área tropical do mundo – Américas do Sul e Central, África, Ásia e Oceania. Hoje, estão descritas mais de 600 espécies com comportamento e ecologia bem variados.
Nunes espera obter informações para compreender melhor a evolução do comportamento social desses insetos, como eram suas sociedades e como estão organizadas atualmente. Mas, através dos últimos dados, conseguiu verificar como as operárias das espécies sem ferrão respondem ao feromônio da rainha (ou pelo menos à presença ou ausência dela) no controle de colocação de ovos.
E isso foi possível, não apenas observando o comportamento das abelhas em laboratório, mas analisando os compostos químicos das cutículas das rainhas. Em três espécies – Friesella SchrottkiLeurotrigona muelleri Plebeia lucii, essas substâncias eram completamente diferentes. O que, garante Nunes, indica que a “modulação da esterilidade da operária em resposta ao feromônio da rainha surgiu independentemente pelo menos três vezes”.
A distribuição da reprodução das operárias através da filogenia (estudo da evolução da espécie) indica que “a reprodução das operárias na presença de uma rainha era a condição ancestral para as abelhas sem ferrão”, conta o biólogo.

Menos zangões, menos conflitos

Ao observar a reprodução das operárias na presença ou ausência da rainha de cada uma das 21 espécies, o biólogo percebeu que não ocorria impedimento químico à colocação de ovos das operárias. “Na verdade, a presença da rainha botando regularmente no ninho é positiva, tanto para as operárias quanto para a rainha”, diz Nunes.
A rainha é responsável pela produção de toda a prole. Ela é a única fêmea a ser fecundada pelos zangões (machos da colmeia), mas não é a única a botar ovos não fecundados (que originam os zangões), algumas operárias também são. Essa produção é importante para eventual substituição da rainha (morte, por exemplo); novos machos poderão fecundar as ninfas, futuras rainhas.
O conflito genético se instala nessa situação, já que para “a rainha, do ponto de vista evolutivo, teria um maior retorno genético se ela produzisse todos os machos da colônia, que se relaciona geneticamente em 50% com sua mãe”, comenta o pesquisador. E o mesmo vale para as operárias, que têm que cuidar dos filhos da rainha.
Mas a resolução dos conflitos na colônia não se dá apenas contornando fatores genéticos. Nunes conta que a ausência da rainha sempre é sinal de conflito num ninho, porém no caso estudado, da capacidade de modular a própria esterilidade, a operária usa critérios ecológicos para não se reproduzir.
A melhor adaptação evolutiva, usando critérios ecológicos como: reprodução da colônia, tamanho do ninho, sazonalidade e comportamento, também é importante para regular conflitos. Mas o pesquisador acredita que, no caso das abelhas sem ferrão, o contingente populacional seja mais importante que o genético.
O tamanho da colmeia e a quantidade de machos produzidos podem ser fatores decisivos para que as operárias não se reproduzam, uma vez que elas só são capazes de produzir machos e eles não trabalham. “Se muitas se reproduzirem, o custo para a colônia fica muito alto”, comenta.
Rita Stella, de Ribeirão Preto
Mais informações: e-mail tulionunes@usp.br