terça-feira, 18 de julho de 2017

As abelhas têm visão ultrarrápida

Fonte: APACAME


As abelhas veem o mundo cinco vezes mais rápido do que nós seres humanos, de acordo com um novo estudo da Universidade de Londres. Os seres humanos não podem seguir um inseto em voo rápido com os olhos, mas eles próprios podem seguir uns aos outros, graças à sua visão ultrarrápida, explica Peter Skorupski, coautor da pesquisa publicada na revista Journal of Neuroscience . 
A velocidade com que vemos depende de quão rápido as células do olho encarregadas pela detecção de luz capturam instantâneos do mundo e os envia para o cérebro. No caso das abelhas, isso ocorre em uma taxa cinco vezes maior do que atinge o olho humano, permitindo-lhes escapar de predadores e alcançar seus companheiros durante o voo.
As abelhas foram os primeiros animais que tiveram sua visão em cores comprovada cientificamente e que podem voar tanto em áreas iluminadas como em sombreadas e facilmente identificar as flores com néctar.
Os experimentos de Skorupski mostram que a visão em cor para as abelhas consome mais energia do que a utilizada para a visão em branco preto (monocromático).
As abelhas não podem gastar suas energias levianamente, porque precisam de muita energia para se manterem vivas então elas escolhem entre a visão colorida e a monocromática dependendo da situação, Explica o pesquisador. Ainda assim isso representa uma visão duas vezes mais rápida que a visão humana.

domingo, 9 de julho de 2017

Mel de abelha nativa do Paraná já pode ser comercializado em todo o País

Fonte: Paraná Portal

Foto: Orlando Kissner/ANPr
O mel produzido por abelhas sem ferrão, nativas do Paraná, está pronto para ultrapassar as fronteiras do Estado. Em abril, a Associação de Meliponicultores de Mandirituba (Amamel), na Região Metropolitana de Curitiba, foi a primeira entidade paranaense a conseguir a certificação do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F).
Com o selo, a associação tem o aval para comercializar os produtos de seus 20 associados em todo o Brasil. “Hoje, a gente tem a perspectiva positiva de que vai ter mel paranaense em vários municípios do Paraná, em todo o Sul e no Brasil inteiro”, conta, empolgado, o produtor Benedito Antônio Uczai, que é vice-presidente da Amamel.
A meliponicultura, área que ainda é um tanto quanto desconhecida das pessoas, é o nome que se dá à criação de abelhas nacionais, sem ferrão. É diferente da apicultura, prática em que são utilizadas abelhas africanizadas, com ferrão. No Brasil, existem 300 espécies de abelhas nacionais, sendo que 35 delas estão aqui no Paraná. Uczai cria 11 espécies em sua propriedade, como a guaraipo, a mandaçaia e a manduri, que deu nome ao município de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba.

Produção

Cada família de abelhas sem ferrão é composta, em média, por 300 indivíduos, que produzem 1,5 kg por ano. É uma quantidade baixa, quando comparada à produção das abelhas tradicionais, com ferrão. Uma família de abelhas comuns, formada por 80 mil insetos, fabrica de 40 kg a 50 kg de mel por ano, em média. Por causa desta diferença na produção, enquanto o quilo do produto convencional sai por R$ 30, o quilo do mel das abelhas nativas sai por R$ 120.

Economia

A meliponicultura, quando analisada pelo viés econômico, ainda não é representativa. A Amamel, por exemplo, espera produzir 1,5 mil quilos de mel neste ano. O valor representa apenas 0,02% da produção do mel tradicional do Estado, que, em 2015, foi de 6,2 mil toneladas, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Para Humberto Bernardes Júnior, secretário-executivo da Câmera Técnica de Meliponicultores – órgão formado pelo Governo do Estado e várias instituições com foco no desenvolvimento da meliponicultora – a área, que ainda está em construção, é uma atividade lucrativa, mas o foco dela é principalmente o meio ambiente. “Em primeiro lugar, os meliponicultores buscam a proteção das espécies nativas de abelhas, que correm risco de extinção”, conta.

Ameaça

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2016, alertou para o desaparecimento das abelhas do planeta. Os motivos são o uso excessivo de pesticidas e o desmatamento. Caso elas sumam do planeta, toda a atividade agrícola do mundo corre risco, pois as abelhas são responsáveis por polinizar 80% das plantas do mundo.
“As abelhas têm um papel silencioso e essencial para a manutenção e promoção da biodiversidade”, diz o técnico Valcir Inácio Wilhelm, responsável pela área de meliponicultura e recursos naturais do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), pertencente à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento.
Segundo Wilhelm, o Centro ensina meliponicultores do Estado – estima-se que existam cinco mil – a utilizar práticas que mesclam a proteção das espécies e a produção. “O mais importante, antes de qualquer coisa, é buscar informações sobre a área e se atualizar sempre”, diz ele.
O Centro promove cursos sobre meliponicultora durante todo o ano. Além das capacitações, o órgão também formula políticas públicas, faz a ponte entre produtores e órgãos ambientais e auxilia na criação e no desenvolvimento da atividade no Estado.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Temer antecipa 'pacote do veneno' e proíbe Anvisa de se manifestar sobre agrotóxicos

Fonte: RBA

Ministério da Agricultura assume controle das informações sobre venenos já registrados. Pasta dirigida por Blairo Maggi vai excluir Anvisa e Ibama e controlar sozinha registro de novos agroquímicos

por Cida de Oliveira, da RBA publicado 03/02/2017

Recorde: em 2016 foram registrados 277 novos agrotóxicos, uma alta de 374% em relação ao ano anterior
São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada ao Ministério da Saúde, não presta mais informações a respeito de agrotóxicos, inclusive sobre aqueles registrados antes de 2016. A informação é da assessoria de imprensa da agência. Indagada na tarde da quarta-feira (1º) sobre as substâncias registradas ano passado – um recorde, segundo nota do Ministério da Agricultura (Mapa) –, limitou-se a informar que os questionamentos devem ser encaminhados diretamente à Agricultura.
No último dia 10, o Mapa divulgou que foram registrados 277 novos agroquímicos, um recorde histórico segundo o próprio ministério. Do total, 161 são produtos técnicos equivalentes (PTEs) – os chamados genéricos –, o que corresponde a alta de 374% em comparação a 2015, quando foram registrados 43 PTEs, além de 139 novos produtos. A média histórica anual é de 140 registros. 
No anúncio do recorde, o coordenador geral de agroquímicos e afins do Mapa, Júlio Sergio de Britto, observou "grande evolução na qualidade e no número de produtos ofertados, graças ao esforço dos técnicos dos ministérios da Agricultura, da Saúde (Anvisa) e do Meio Ambiente (Ibama)".

Até a conclusão desta reportagem, a assessoria de imprensa do ministério que abrange ainda a Pecuária e o Abastecimento, cujo titular é o ruralista Blairo Maggi, o "rei da soja", não havia respondido à solicitação de informações. 

Ação coordenada

Para especialistas da área, a mudança no controle das informações faz parte de uma ação coordenada por representantes do agronegócio que trabalham para acelerar a tramitação e aprovação de projetos de lei que compõem o chamado pacote do veneno. São projetos que, entre outras coisas, vão facilitar a aprovação, o registro, a comercialização, a utilização, o armazenamento e o transporte de agrotóxicos, aumentando a presença dessas substâncias nas lavouras brasileiras.
"O controle de informações no Mapa ocorre paralelamente a outras medidas em curso, sugerindo que o 'pacote do veneno' está sendo implementado mesmo antes de ter sido aprovado no Congresso e sancionado por Temer", diz o coordenador da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida – Agrotóxico Mata, Alan Tygel.
O "pacote" inclui o Projeto de Lei (PL) 3.200/2015, do deputado federal Luis Antonio Franciscatto Covatti (PP-RS), que praticamente revoga a atual lei de agrotóxicos. Para ambientalistas, promotores federais, movimentos sociais e defesa do consumidor, a proposta é um retrocesso. Veta o termo "agrotóxico", substituindo por "fitossanitário", e cria a Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito) no âmbito do Mapa.
Estão entre as prerrogativas dessa nova comissão apresentar "pareceres técnicos conclusivos aos pedidos de avaliação de novos produtos defensivos fitossanitários, de controle ambiental, seus produtos técnicos e afins". O colegiado também indicará os 23 membros efetivos e suplentes, deixando de fora representantes dos consumidores, da Anvisa e do Ibama – um ataque aos princípios da precaução, conforme os críticos.
Também no "pacote" está o PL 6.299/2002, do então senador Blairo Maggi, que altera regras para a pesquisa, experimentação, produção, embalagem e rotulagem,  transporte,  armazenamento, comercialização, propaganda, utilização, importação, exportação, destino final dos resíduos e embalagens, registro, classificação, controle, inspeção e  fiscalização. Se for aprovado, a embalagem dos agroquímicos deixará de ter, por exemplo, a presença da caveira – símbolo de veneno conhecido universalmente, até mesmo por pessoas analfabetas e crianças.
"São alterações que vão afrouxar ainda mais as normas, como proibir apenas os venenos que causem intoxicação aguda, aquelas que ocorrem imediatamente à exposição ao produto. No entanto, estudos mostram que há intoxicações crônicas, que surgem tempo depois, pela exposição continuada a essas substâncias no ambiente de trabalho ou pelo acúmulo de substâncias nocivas no organismo depois de anos consumindo alimentos com agrotóxicos".
Segundo Tygel, estudos recentes associam a exposição a agrotóxicos com o surgimento do Mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva, que ocorre pela queda da produção de dopamina, neurotransmissor envolvido no fluxo de informação entre os neurônios. Já está estabelecido em estudos neurocientíficos que esta diminuição está associada a causas ambientais, e não apenas genéticas.

Omissão

Campanha Permanente não estranha a submissão da Anvisa ao agronegócio e considera a agência omissa na defesa da saúde da população. Tanto que em 2016 não coletou amostras de alimentos para análise no âmbito do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). Além disso, não avalia a presença de venenos em alimentos como carne, leite, ovos, industrializados para alimentação infantil e de adulto e água mineral, suspendeu a fiscalização das indústrias de agrotóxicos, não consolida nem divulga dados sobre esse mercado.
Outros aspectos graves são a lentidão nas reavaliações iniciadas em 2008, com resultados questionáveis, a falta de previsão de novas reavaliações apesar de decisões internacionais importantes sobre seus efeitos à saúde, de participação da sociedade civil nos processos decisórios, 
Os sistemas informatizados para permitir organização, divulgação e acesso a dados seguem sem conclusão, fazendo com que a Anvisa descumpra integralmente a Lei de Acesso à Informação.

Coquetel venenoso

Presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e integrante da Associação  Brasileira de Agroecologia, o agrônomo Leonardo Melgarejo destaca a prevalência do viés comercial em detrimento da preocupação com a saúde nesse recorde de registros. "Não temos tamanha variedade de insetos e ervas daninhas que exijam tamanha diversidade de venenos", diz. 
E aponta falhas metodológicas. "No caso dos venenos genéricos, há uma confusão. Passam a ideia de que se trata de algo semelhante aos remédios, onde o princípio ativo é o que interessa. No caso dos agrotóxicos, devemos nos preocupar com os químicos utilizados no coquetel colocado à venda, junto com o princípio ativo", afirma.
Conforme exemplifica, o herbicida 2,4-D contém entre as impurezas um grupo de substâncias, as dioxinas. Extremamente perigosas, estão entre os agentes cancerígenos. Além disso, há outros produtos associados igualmente tóxicos, que têm a função de desintegrar a gota de agrotóxico em contato com as folhas das plantas, facilitando sua absorção e a ação tóxica.
"Sem contar aqueles resultantes da transformação destes e de outros componentes, seja pela metabolização da planta, como o AMPA, a partir da aplicação do glifosato, pela ação do sol, de elementos químicos que compõem o solo", destaca o agrônomo. "Estes subprodutos do princípio ativo e dos demais componentes geram novos riscos de combinações e sinergias perigosas. Portanto, liberar o uso de um agrotóxico sem estudos, apenas baseado na afirmação de que outros com o mesmo princípio ativo, com efeito similar, já foram aprovados, vale para o agronegócio mas não vale para a saúde e nem para o meio ambiente."
Na avaliação de Melgarejo, a decisão da pasta conduzida por Blairo Maggi deveria ser repudiada pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério do Meio Ambiente. "Nós, ambientalistas, consideramos que esta decisão só poderia ser tomada em um governo que não tem compromissos com o futuro. Quanto mais barato for um agrotóxico genérico, maior será o risco de problemas associados aos demais componentes, mesmo que o princípio ativo corresponda ao que se verifica em todas as formulações. São os trabalhadores rurais, os agricultores e os consumidores que verificarão isso no futuro."
Nota da Anvisa

Após a publicação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária procurou a reportagem. A agência questiona o título e nega ter informado que não se pronunciar mais sobre o tema. Segundo a nota, o e-mail trocado com a RBA informa apenas que “a demanda sobre registro de agrotóxicos teria que ser endereçada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), uma vez que, de fato, é o órgão responsável por registrar produtos agroquímicos”.

“À Anvisa cabe a avaliação toxicológica do produto – ou seja, estabelecer se determinado agrotóxico atende a todos os padrões de segurança, qualidade e eficácia exigidos pela Agência. Após isso, o Mapa é que decide por conceder ou não o registro.”

A informação sobre a exclusão da Anvisa e do Ibama de uma nova comissão técnica que deverá ser criada com a aprovação de um dos projetos de lei mencionados também é questionada pela agência.

A assessoria ressalta ainda que o trabalho de regularização de produtos agrotóxicos no Brasil é um esforço que envolve três órgãos do governo federal – Anvisa, Mapa e Ibama -  “numa parceria que vem dando muito certo. E não há nenhum aceno, por parte do governo federal, que tal parceria vá se desfazer”. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

05 de Junho — Dia Mundial do Meio Ambiente


Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.
Nessa Conferência, que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo, iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.
Atualmente existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.
Tendo em vista o acentuado crescimento dos problemas ambientais, muitos pontos merecem ser revistos tanto pelos governantes quanto pela população para que os impactos sejam diminuídos. Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos e a perda constante de biodiversidade poderão alterar consideravelmente o modo como vivemos atualmente, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.
Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.
Em razão da importância da conscientização e da dimensão do impacto gerado pelo homem, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que merece bastante destaque no calendário mundial. Entretanto, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas de grande impacto que mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.
Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais. Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual.
A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”
(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano - 1972)

Por Ma. Vanessa dos Santos em Brasil Escola

sábado, 3 de junho de 2017

Dia 03 de Junho – Dia da Educação Ambiental

Fonte: Organics News Brasil


Uma ação faz toda a diferença!
No dia 03 de junho, se comemora o Dia Nacional da Educação Ambiental, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em 14 de maio de 2012.
A educação ambiental é uma disciplina fundamental na formação de cidadãos conscientes e aptos para tomar decisões coletivas que preservem o meio ambiente, ao mesmo tempo, que auxilia no desenvolvimento de uma sociedade sustentável.
A criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), em 1973, incentivou os primeiros debates sobre o tema no Brasil. Quatro anos depois, foi implantado o primeiro Projeto de Educação Ambiental em Ceilândia, no Distrito Federal.
Apenas em 1999, foi sancionada a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795/1999) pelo Ministério do Meio Ambiente. Com a legislação, o órgão iniciou o ProNEA (Programa Nacional de Educação Ambiental), que assegura a integração da sustentabilidade na educação brasileira.
Atualmente, a educação ambiental se tornou uma das principais ferramentas no combate a práticas maléficas ao meio ambiente e a sociedade.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Criação de abelhas sem ferrão serão disciplinadas por uma nova resolução

Fonte: Aqui Acontece
A implantação de meliponários, uma coleção de colmeias de abelhas sem ferrão, e a utilização de abelhas silvestres nativas serão disciplinadas por uma nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em breve.
Devido a demandas recebidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no último ano, foi realizada reunião para avaliação, discussão e revisão da regulamentação da Resolução Conama nº 346/2004, conforme compromisso assumido pelo ministro José Sarney Filho.
A reunião contou com a participação de representantes do setor produtivo, da academia e dos governos federal e estadual, com o objetivo de viabilizar uma discussão com diferentes olhares e embasamento técnico-científico.
Os pontos de consenso para aperfeiçoamento da resolução foram: unificação e simplificação dos procedimentos de registro e operação dos meliponicultores brasileiros; vedação de transporte de abelhas nativas fora de sua área de distribuição original; e o congelamento da criação de abelhas nativas fora de sua área de ocorrência original.
“A reunião foi produtiva e gerou resultados realmente positivos tanto para a conservação de nossas abelhas como para o incentivo à utilização sustentável de nossa biodiversidade, sendo esse o retorno dado por vários representantes não só do governo, mas também da academia e dos meliponicultores”, afirmou o diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do MMA, Ugo Vercillo.
A redação final da proposta a ser enviada ao Conama será discutida nas próximas semanas.

sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril, dia da Terra!

Fonte: cmqv



O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson. 

Em 22 de abrl de 1970, o político convocou o que foi considerado o primeiro protesto contra a poluição. De acordo com dados divulgados na época, mais de 20 milhões de pessoas participaram do ato em todos os EUA.

Foi adotado internacionalmente em 1990, e então é festejado a cada 22 de abril. 

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

O objetivo principal é conscientizar aos habitantes do planeta Terra a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais do mundo.

Hoje, o Dia da Terra é celebrado em mais de 190 países, com a participação de cerca de 1 bilhão de pessoas.

No Brasil
Não há, no país, organismos que reúnam formalmente as atividades para o Dia da Terra. Entre as ações isoladas para a data destaca-se o lançamento da Carta da Terra, da ONG Carta da Terra Brasil. A entidade elaborou uma carta em que defende o respeito à comunidade da vida; a integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia e paz. A íntegra da carta pode ser acessada aqui e pode ser distribuída em ferramentas de redes sociais.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Curitiba pode ganhar jardins do mel. Mas para que servem?

Vejam um projeto semelhante ao que comentamos com o atual prefeito de Ibiúna (João Mello)... porém em Curitiba parece que a coisa vai andar!!
Seria um incentivo para adotarmos na Estância Turística de Ibiúna?!

Fonte: Bem Paraná

(foto: Pedro Ribas/SMCS)


O prefeito Rafael Greca conheceu nesta segunda-feira (10/04) um projeto para promover a polinização natural na cidade e a educação ambiental dos estudantes das escolas municipais. A ideia prevê a instalação dos chamados Jardins do Mel em 15 parques e a produção de materiais didáticos para as crianças da rede municipal de ensino.
O professor doutor Felipe Thiago de Jesus, idealizador do projeto, apresentou ao prefeito o jogo didático que desenvolveu com o sócio, Meila Fabri. A apresentação foi acompanhada pelos secretários do Meio Ambiente, Sergio Tocchio, e da Educação, Maria Silvia Bacila, e pelo presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), Alexandre Jarschel de Oliveira.
“A ideia da Prefeitura é criar um grande programa de polinização da cidade e de difusão do conhecimento da importância da correção ambiental”, explicou Greca. O prefeito destacou que a ação pretende disseminar abelhas de espécies nativas com ferrão atrofiado - não utilizado para a defesa.
Greca determinou que a equipe se reúna com as secretarias do Meio Ambiente e da Educação, com a Fundação Cultural de Curitiba e com o Imap para a construção do projeto. “Vamos viabilizar os Jardins do Mel nos parques da cidade, de maneira que cada um seja o centro de um raio de dois quilômetros, que é a autonomia de voo das abelhas”, confirmou. “Assim, a maior parte do território da cidade será polinizada de maneira natural e, com isso, teremos mais flores e mais frutas em Curitiba”, finalizou.
O professor Felipe Thiago de Jesus lembrou que há mais de 300 espécies de abelhas nativas no Brasil e que elas são as responsáveis por um terço do cultivo agrícola e por 90% da polinização das árvores nativas. “Cuidar das abelhas é cuidar da preservação de toda a biodiversidade da cidade”, disse.
Presenças
A chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Marcia Peça, também participou da discussão. Além dela, esteve presente o assessor do gabinete da secretaria, Nelson Bucker, que ajudou na elaboração do protótipo do material didático que pode ser usado nas escolas e nos Faróis do Saber.

sábado, 25 de março de 2017

O Estado de Santa Catarina sai na frente!



Lei Nº 17.099 DE 17/01/2017

Altera a Lei nº 16.171, de 2013, que "Dispõe sobre a criação, o comércio e o transporte de abelhas-sem-ferrão (meliponíneas) no Estado de Santa Catarina".

O Governador do Estado de Santa Catarina

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A Lei nº 16.1717 de 14 de novembro de 2013, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 1º .....
Parágrafo único. Poderá ser fornecido o selo de qualidade e procedência garantida aos produtos derivados da abelha-sem-ferrão, conforme regulamentação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.
.....
Art. 3º
.....
§ 3º Fica autorizada no Território do Estado de Santa Catarina a comercialização de mel, pólen e própolis, provenientes de criadores de abelha-sem-ferrão.

Art. 4º .....
§ 1º É livre a criação, o manejo, a multiplicação de colônias, a aquisição, a guarda, o comércio, o escambo e a utilização de produtos tangíveis e intangíveis obtidos do meliponário.
§ 2º Os rótulos dos produtos da abelha-sem-ferrão deverão conter a identificação toxinômica, o peso, as medidas e a classificação, de acordo com a origem do mel, como unifloral ou monofloral (procedente de flores de uma mesma família) e multifloral ou polifloral (obtido a partir de diferentes origens florais)." (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 17 de janeiro de 2017.

JOÃO RAIMUNDO COLOMBO
Nelson Antônio Serpa
Vicente Augusto Caropreso
Moacir Sopelsa

Publicado no DOE em 19 jan 2017


PL 0145.6 - 2016

http://doe.sea.sc.gov.br/Portal/VisualizarArquivoJornal.aspx?cd=1583

http://leisestaduais.com.br/sc/lei-ordinaria-n-17099-2017-santa-catarina-altera-a-lei-no-16-171-de-2013-que-dispoe-sobre-a-criacao-o-comercio-e-o-transporte-de-abelhas-sem-ferrao-meliponineas-no-estado-de-santa-catarina

sexta-feira, 17 de março de 2017

Dia Nacional do Mel


O Dia Nacional do Mel é celebrado em 17 de março, em todo o Brasil. A data foi criada com o intuito de lembrar a todos da importância desse precioso alimento, considerado o único alimento doce que possui sais minerais e vitaminas que são essenciais para a saúde do ser humano, produzido pelas abelhas a partir da colheita do néctar das flores. Essa extração está intimamente ligada ao processo de polinização de vários espécimes vegetais, entre eles as frutas, legumes e verduras. É através da polinização que as flores são fecundadas, dando início ao desenvolvimento de frutos e sementes.

Bom, se você gosta de abobrinha, melancia ou maracujá, esse assunto tem tudo a ver! Se não houvessem as abelhas - os principais agentes polinizadores em ação na natureza - muitos legumes e frutas seriam bem diferentes das que estamos acostumados a encontrar hoje em dia, e as espécies vegetais seriam drasticamente reduzidas.

Antigamente, o homem consumia o mel de forma extrativa, geralmente causando danos para as colmeias. Porém, com o passar do tempo, ele aprimorou as suas técnicas, e hoje em dia é possível abrigar abelhas "domesticadas" em colmeias artificiais, podendo assim aumentar a produção do alimento. 

Mesmo assim, as abelhas tem perdido espaço nos dias de hoje, e algumas pesquisas sugerem que algumas espécies estão diminuindo ou mesmo desaparecendo em algumas regiões do planeta, devido à ação do homem ou mesmo da natureza: poluição, ocupação intensiva das terras, uso de defensivos agrícolas, e fenômenos como El Niño. Isso acaba colocando em risco todo o bioma, afetando a ação das abelhas. Por isso, atualmente o preço do mel no mundo todo tem registrado aumento nos últimos anos, devido à queda na produção como um todo.

Suas propriedades medicinais podem também oferecer uma ação antibacteriana.  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Pesquisadores britânicos descobrem que as abelhas podem aprender

Fonte: Jornal Nacional

Elas não só copiam, mas melhoram o que foi ensinado, dizem cientistas.
Pesquisa pode ser usada para produzir computadores cada vez menores.




Um grupo de cientistas britânicos revelou ao mundo uma capacidade surpreendente das abelhas: elas aprendem
A cena comum esconde um repertório de habilidades. A abelha decora onde fica aquela flor mais doce e voa até cinco quilômetros por dia num vai e vem regado a néctar. Essa habilidade de lembrar o caminho sempre chamou a atenção dos cientistas.
Os pesquisadores da Universidade Queen Mary já tinham conseguido ensinar a puxar uma linha para alcançar uma flor artificial. Mas como as abelhas às vezes puxam pétalas para acessar o néctar, não havia muita novidade.
Agora os cientistas tentaram algo diferente: uma espécie de golfe de abelha. Elas precisariam pôr a bola no buraco para ganhar uma solução com açúcar.
Não é difícil convencer as abelhas a participarem do teste. O propósito da vida delas é explorar o mundo ao redor das colmeias. E assim como nas flores, no laboratório elas encontram o néctar, mas elas só levam a recompensa de volta se cumprirem todas as tarefsa.
No primeiro teste, uma abelha de mentira ensinava como se fazia. As de verdade prestavam atenção e pimba: em meia hora resolviam a tarefa.
Os cientistas então resolveram dificultar: agora a bola era atraída por um imã escondido. Três em cada quatro abelhas aprendiam e empurravam direitinho até o buraco.
Um terceiro teste não teve nenhuma demonstração. E olha que um terço das abelhas demorou, mas conseguiu entender.
O mais interessante foi observar que as abelhas eram cada vez mais rápidas e escolhiam caminhos mais curtos. Isso sugere que elas não só copiam, mas melhoram o que foi ensinado.
O pesquisador chefe diz que as abelhas provam que dá para fazer muito com um cérebro do tamanho de um alfinete.
Esse tipo de conhecimento pode ser usado para produzir computadores cada vez menores.
O novo experimento mostra uma habilidade até então desconhecida. O que limitava o nosso aprendizado sobre a capacidade de insetos era a falta de criatividade humana.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Toda abelha tem ferrão?

Fonte: meionorte.com

Conheça a incrível abelha sem ferrão!



Classificadas como insetos sociais, as abelhas vivem em grandes comunidades, podendo ser encontradas nos mais diversos lugares do planeta, menos nos lugares mais gelados pois estes magníficos seres possuem sangue frio (hemolinfa) e, para sobreviverem, necessitam de uma temperatura interna do seu habitat entre 30 e 36ºC., fundamental para a eclosão dos ovos, desenvolvimento das larvas e amadurecimento do mel.
As abelhas do tipo Apis mellifera (africanizadas) são aquelas com ferrão e produzem bastante mel. Outras abelhas, as chamadas melíponas, não possuem ferrão e sua produtividade de mel é menor, com 1 a 5 litros por colmeia ao ano. Nem por isso têm menos procura porque são destinados a tratamentos medicinais e medicamentosos. As abelhas sem ferrão (ASF) são abelhas sociais nativas do Brasil assim conhecidas por apresentarem um ferrão atrofiado não utilizado para defesa.


Das mais de 250 espécies sem ferrão existentes em nosso país, diversas podem ser criadas racionalmente tanto para a produção e comercialização de mel, pólen e própolis. Somente em anos recentes iniciaram-se as pesquisas sobre as técnicas de criação das nossas abelhas nativas, visando à meliponicultura - que é a criação de abelhas sem ferrão. Embora as técnicas básicas de criação das abelhas Apis mellifera tenham sido estabelecidas há mais de cem anos, só foram adaptadas às condições ambientais do nosso país no século passado.

Uruçu – abelha melipona encontra no Nordeste e também na região amazônica 
Isso fez com que a criação de abelhas exóticas avançasse muito em todo o país, em detrimento da criação de nossas abelhas nativas. Entretanto, além da possibilidade de produzir mel de excelente qualidade, fatores ecológicos têm se tornado cada vez mais necessários à sua criação, pois muitas espécies estão ameaçadas de extinção por destruição do habitat natural.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Por que as abelhas podem ser o segredo para a superinteligência humana?

Fonte: Uol Notícias


Uma ferramenta inspirada em enxames de insetos está ajudando as pessoas a prever o futuro, tornando grupos mais inteligentes do que seus membros são individualmente.
Quem acredita ter descoberto uma forma de aumentar a inteligência de todos nós é Louis Rosenberg. E o segredo é simples: abelhas.
Rosenberg tem uma startup no Vale do Silício, a Unanimous AI, que criou uma ferramenta para facilitar a tomada de decisões levantando opiniões online.
A ferramenta permite que centenas de participantes respondam a uma questão todos de uma vez, juntando suas opiniões coletivas, tendências, preconceitos e variações de conhecimentos em uma única resposta.
Desde seu lançamento, em junho, até a primeira quinzena de dezembro, a Unanimous AI registrou cerca de 50 mil usuários e respondeu 230 mil questões.
Rosenberg acredita que o Unanimous AI pode ajudar a responder algumas das questões mais difíceis da atualidade. E mais: ele acredita que mesmo com avanços cada vez mais rápidos em inteligência artificial os humanos ainda podem ser cruciais na tomada de decisões.
"Não podemos parar o desenvolvimento de inteligências artificiais cada vez melhores. Então, a alternativa é nós ficarmos cada vez mais inteligentes para estarmos sempre um passo à frente", explicou.
E é aí que entram as abelhas.
"Se você analisar espécies sociais como as abelhas, elas trabalham juntas para tomar decisões melhores. Por isso as aves formam bandos e os peixes, cardumes - isso permite que eles reajam de forma otimizada combinando a informação que possuem. A questão para nós era: pessoas conseguem fazer isso?", disse Rosenberg.
Tudo indica que sim.
O Unanimous AI conseguiu um índice de acerto muito bom em alguns eventos: a previsão dos vencedores do Oscar; vencedores da Stanley Cup, o Campeonato Nacional de Hockey, em 2016; os quatro primeiros colocados na corrida de cavalos de Kentucky Derby de 2016, transformando uma aposta de US$ 20 (quase R$ 64) em um prêmio de US$ 11,8 mil (mais de R$ 37 mil).
Mais recentemente a ferramenta previu não apenas o time vencedor do campeonato americano de beisebol, o World Series Baseball, o Chicago Cubs, que não vencia desde 1908. Mas também previu quem seria o adversário dos Cubs na final, o Cleveland Indians.
Além disso, o Unanimous AI também previu quem seriam os oito times que chegariam nas fases finais do campeonato. Todas as previsões foram publicadas quatro meses antes no jornal americano Boston Globe.

'Sabedoria da multidão'

Para Toby Walsh, pesquisador em inteligência artificial da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, a "sabedoria da multidão já é bem conhecida".
"Vários métodos já foram desenvolvidos para usar a inteligência coletiva", acrescentou.
Um exemplo é a previsão para mercados, na qual as pessoas fazem apostas financeiras, na bolsa de valores, por exemplo, tendo como base o resultado de um evento futuro.
O comportamento geral do mercado pode ser usado como um indicador da probabilidade daquele evento.
Outro exemplo vem do ano de 1999. Menos de três anos depois de perder uma partida para o computador Deep Blue, da IBM, o campeão mundial de xadres Gary Kasparov resolveu enfrentar uma multidão de 50 mil pessoas em um jogo pela internet.
Ele venceu, mas disse que nunca tinha se esforçado tanto em um jogo, que ele chamou de o maior jogo na história do xadrez, graças ao número incrível de ideias e diferentes pontos de vista.
Essa ideia de enfrentar ou pedir a opinião de muitas pessoas ao mesmo tempo não é nova. Há registros dela no começo do século 20.
Em 1906, Francis Galton, um erudito da época, pediu a 787 agricultores que adivinhassem o peso de um boi.
Os palpites foram variados mas a média entre todos foi apenas 450 gramas abaixo da resposta correta, que era de 542,9 quilos.
Há alguns anos, a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos (NPR, na sigla em inglês) repetiu a experiência pedindo a mais de 17 mil pessoas para adivinhar o peso de uma vaca em uma fotografia.
Novamente a média chegou muito perto - cerca de 5% diferente do peso correto. E, neste caso, a multidão não era formada por fazendeiros.

Pequenos enxames

O que está claro é que opiniões abalizadas fazem parte desse fenômeno. Mas, assim como na experiência da NPR, os participantes das experiências de Rosenberg não são especialistas.
Ninguém do grupo que previu quem seriam os ganhadores do Oscar sequer tinha visto todos os filmes concorrentes, por exemplo.
E, mais importante, grupos relativamente pequenos, ou pequenos enxames, têm um desempenho melhor que as multidões maiores.
No ano passado Rosenberg fez a pergunta da vaca para um grupo. Com respostas de apenas 49 pessoas, a precisão do palpite mais que dobrou quando os pesquisados agiram como um enxame em comparação à simplesmente calcular a média entre as respostas do grupo.
Rosenberg afirma que isto é mais do que a sabedoria das multidões. "Nós deixamos os grupos de pessoas mais inteligentes", explicou.
A sabedoria das multidões geralmente é mais usada através de pesquisas ou votações. E, para Rosenberg, isto tem um efeito de amplificação - nossa tendência é tomar decisões melhores como um grupo do que como indivíduos.
Mas a abordagem de Rosenberg foi criada para melhorar ainda mais este quadro.
"Enxames vão superar (o desempenho de) votações e pesquisas pois permitem que (a opinião do grupo) convirja para a melhor resposta, ao invés de simplesmente descobrir qual é a média das opiniões", contou.
Escolher uma resposta desta forma é importante pois impede a influência daqueles que dão a resposta primeiro. Por exemplo: em votações públicas, as pessoas que votam primeiro podem influenciar um grupo.
E em termos de previsão dos mercados, aqueles com mais dinheiro têm uma influência maior no resultado final. E estas forças podem distorcer o quadro final.

Decisões coletivas

Rosenberg trabalhou com sistemas de realidade aumentada para o Armstrong Labs da Força Aérea Americana no começo da década de 1990.
Mas ele se interessou por abelhas. Por exemplo: quando um enxame de abelhas quer estabelecer uma nova colmeia, precisa tomar uma decisão coletiva na hora de escolher o lugar.
Algumas centenas de abelhas vão voar em direções diferentes para ocupar possíveis lugares. Quando elas voltam, fazem uma dança, se balançando, para passar a informação sobre o que encontraram para o enxame.
Cada uma destas abelhas que saíram em busca de um novo local para a colmeia vai tentar puxar o grupo para o seu lado e, no fim, elas decidem em grupo qual direção seguir, tomando uma decisão que nenhuma abelha sozinha poderia tomar.
Rosenberg está tentando capturar a mesma dinâmica com seus enxames humanos. Responder uma questão com a ferramenta Unanimous AI envolve mover um ícone para um canto da tela ou para outro - indo a favor ou contra a multidão - até alcançar uma convergência de ideias ou opiniões.
Os indivíduos precisam disputar o tempo todo com os membros do grupo para persuadi-los a se inclinar em direção de sua solução preferida.
Experiências já mostraram que esta abordagem supera a previsão que usa pesquisas.
Em outro estudo, Rosenberg e seus colegas pediram a um grupo de 469 torcedores do futebol americano para prever os resultados de 20 apostas no Super Bowl de 2016.
Em seguida, eles fizeram a mesma proposta para um grupo de apenas 29 torcedores. Apesar de ser 16 vezes menor - e não ter informações melhores - este grupo acertou em 68% de suas previsões em comparação com apenas 48% no grupo maior.

Empresas e médicos

No entanto Rosenberg não está tão interessado em apostas e esportes. Ele sabe que alguns vão querer usar a ferramenta para melhorar suas apostas.
"Se ficar muito popular, poderá afetar a forma como as probabilidades são calculadas", explicou.
Para ele os eventos esportivos são apenas bons testes para a ferramenta.
Rosenberg está oferecendo a Unanimous AI para empresas. O sucesso da ferramenta despertou o interesse de muitos grupos, desde organizações que fazem previsões financeiras até empresas de pesquisa de mercado.
"O valor de longo prazo do ato de ampliar a inteligência das pessoas é muito mais importante do que apostas em esportes", disse.
Por exemplo: equipes de vendas podem fazer previsões melhores se pensarem como um enxame.
"O objetivo é realmente fazer melhor uso do conhecimento, da sabedoria e da intuição que já existe em uma equipe."
A ferramenta também despertou o interesse de médicos. Um diagnóstico médico é uma forma de previsão que pode se beneficiar da inteligência do enxame, de acordo com o criador da Unanimous AI.
"Um radiologista, um oncologista, outros especialistas podem chegar a uma conclusão sobre um diagnóstico e nossa visão é que eles podem fazer um uso melhor dos seus conhecimentos e intuições combinados", afirmou Rosenberg.
Máquinas já são capazes de fazer diagnósticos. Mas, para Rosenberg, os enxames humanos têm uma vantagem.
"Existe muito trabalho por aí para tirar as pessoas da equação em coisas como o diagnóstico médico. Mas se você está tirando humanos da equação, você corre o risco de acabar com uma forma muito fria de inteligência artificial que realmente não tem o sentido do interesse humano, das emoções ou valores humanos."

Imprevisível

Os temores do criador da Unanimous AI vão além dos diagnósticos médicos.
"Se construirmos uma inteligência artificial que é realmente inteligente, então será imprevisível, como se alienígenas aparecessem na Terra."
Rosenberg afirma que ampliando nossa inteligência, criando estes enxames humanos, é uma forma que nos manter na corrida.
"É um jeito de ter os benefícios da inteligência artificial, mas mantendo as emoções, valores e intuição dos humanos."
É uma ideia grandiosa. Que Toby Walsh, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, prefere encarar com mais cautela.
"Infelizmente existe uma diferença entre um simples experimento de laboratório e como as pessoas se comportam em um mundo bagunçado", disse.
"Eu teria menos certeza de que armadilhas (sociais) como a tragédia dos comuns - onde indivíduos egoístas agem contra os interesses do grupo - podem ser evitados com tanta simplicidade."
Para Walsh, este tipo de atitude humana pode atrapalhar na hora de se chegar a um consenso.
"Mudança climática é um bom exemplo da tragédia dos comuns onde a inteligência do enxame não vai ajudar", alertou.
E há outra razão para preocupação. Enxames às vezes acabam em catástrofe.
Formigas, por exemplo, formam grandes grupos, deixando para trás uma trilha de feromônios que outras formigas vão seguir.
O comportamento às vezes leva a um fenômeno conhecido como espiral da morte, que acontece quando formigas seguem a formiga logo à frente em um círculo cada vez maior até que todas morrem.
Ainda assim, Rosenberg não parece preocupado.
"Enxame é uma forma muito simples de nos manter à frente das máquinas."
E com as pesquisas de opinião fracassando de forma espetacular na previsão dos resultados do referendo para a saída da União Europeia, na Grã-Bretanha, e dos resultados das eleições nos Estados Unidos, este pode ser o momento certo para tentar usar nossa inteligência coletiva.
Então a Unanimous AI é uma espiral da morte ou um atalho para um futuro mais inteligente? Talvez esta seja mais uma pergunta para o enxame.