quarta-feira, 3 de maio de 2017

Criação de abelhas sem ferrão serão disciplinadas por uma nova resolução

Fonte: Aqui Acontece
A implantação de meliponários, uma coleção de colmeias de abelhas sem ferrão, e a utilização de abelhas silvestres nativas serão disciplinadas por uma nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em breve.
Devido a demandas recebidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no último ano, foi realizada reunião para avaliação, discussão e revisão da regulamentação da Resolução Conama nº 346/2004, conforme compromisso assumido pelo ministro José Sarney Filho.
A reunião contou com a participação de representantes do setor produtivo, da academia e dos governos federal e estadual, com o objetivo de viabilizar uma discussão com diferentes olhares e embasamento técnico-científico.
Os pontos de consenso para aperfeiçoamento da resolução foram: unificação e simplificação dos procedimentos de registro e operação dos meliponicultores brasileiros; vedação de transporte de abelhas nativas fora de sua área de distribuição original; e o congelamento da criação de abelhas nativas fora de sua área de ocorrência original.
“A reunião foi produtiva e gerou resultados realmente positivos tanto para a conservação de nossas abelhas como para o incentivo à utilização sustentável de nossa biodiversidade, sendo esse o retorno dado por vários representantes não só do governo, mas também da academia e dos meliponicultores”, afirmou o diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do MMA, Ugo Vercillo.
A redação final da proposta a ser enviada ao Conama será discutida nas próximas semanas.

sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril, dia da Terra!

Fonte: cmqv



O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson. 

Em 22 de abrl de 1970, o político convocou o que foi considerado o primeiro protesto contra a poluição. De acordo com dados divulgados na época, mais de 20 milhões de pessoas participaram do ato em todos os EUA.

Foi adotado internacionalmente em 1990, e então é festejado a cada 22 de abril. 

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

O objetivo principal é conscientizar aos habitantes do planeta Terra a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais do mundo.

Hoje, o Dia da Terra é celebrado em mais de 190 países, com a participação de cerca de 1 bilhão de pessoas.

No Brasil
Não há, no país, organismos que reúnam formalmente as atividades para o Dia da Terra. Entre as ações isoladas para a data destaca-se o lançamento da Carta da Terra, da ONG Carta da Terra Brasil. A entidade elaborou uma carta em que defende o respeito à comunidade da vida; a integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia e paz. A íntegra da carta pode ser acessada aqui e pode ser distribuída em ferramentas de redes sociais.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Curitiba pode ganhar jardins do mel. Mas para que servem?

Vejam um projeto semelhante ao que comentamos com o atual prefeito de Ibiúna (João Mello)... porém em Curitiba parece que a coisa vai andar!!
Seria um incentivo para adotarmos na Estância Turística de Ibiúna?!

Fonte: Bem Paraná

(foto: Pedro Ribas/SMCS)


O prefeito Rafael Greca conheceu nesta segunda-feira (10/04) um projeto para promover a polinização natural na cidade e a educação ambiental dos estudantes das escolas municipais. A ideia prevê a instalação dos chamados Jardins do Mel em 15 parques e a produção de materiais didáticos para as crianças da rede municipal de ensino.
O professor doutor Felipe Thiago de Jesus, idealizador do projeto, apresentou ao prefeito o jogo didático que desenvolveu com o sócio, Meila Fabri. A apresentação foi acompanhada pelos secretários do Meio Ambiente, Sergio Tocchio, e da Educação, Maria Silvia Bacila, e pelo presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), Alexandre Jarschel de Oliveira.
“A ideia da Prefeitura é criar um grande programa de polinização da cidade e de difusão do conhecimento da importância da correção ambiental”, explicou Greca. O prefeito destacou que a ação pretende disseminar abelhas de espécies nativas com ferrão atrofiado - não utilizado para a defesa.
Greca determinou que a equipe se reúna com as secretarias do Meio Ambiente e da Educação, com a Fundação Cultural de Curitiba e com o Imap para a construção do projeto. “Vamos viabilizar os Jardins do Mel nos parques da cidade, de maneira que cada um seja o centro de um raio de dois quilômetros, que é a autonomia de voo das abelhas”, confirmou. “Assim, a maior parte do território da cidade será polinizada de maneira natural e, com isso, teremos mais flores e mais frutas em Curitiba”, finalizou.
O professor Felipe Thiago de Jesus lembrou que há mais de 300 espécies de abelhas nativas no Brasil e que elas são as responsáveis por um terço do cultivo agrícola e por 90% da polinização das árvores nativas. “Cuidar das abelhas é cuidar da preservação de toda a biodiversidade da cidade”, disse.
Presenças
A chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Marcia Peça, também participou da discussão. Além dela, esteve presente o assessor do gabinete da secretaria, Nelson Bucker, que ajudou na elaboração do protótipo do material didático que pode ser usado nas escolas e nos Faróis do Saber.

sábado, 25 de março de 2017

O Estado de Santa Catarina sai na frente!



Lei Nº 17.099 DE 17/01/2017

Altera a Lei nº 16.171, de 2013, que "Dispõe sobre a criação, o comércio e o transporte de abelhas-sem-ferrão (meliponíneas) no Estado de Santa Catarina".

O Governador do Estado de Santa Catarina

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A Lei nº 16.1717 de 14 de novembro de 2013, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 1º .....
Parágrafo único. Poderá ser fornecido o selo de qualidade e procedência garantida aos produtos derivados da abelha-sem-ferrão, conforme regulamentação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.
.....
Art. 3º
.....
§ 3º Fica autorizada no Território do Estado de Santa Catarina a comercialização de mel, pólen e própolis, provenientes de criadores de abelha-sem-ferrão.

Art. 4º .....
§ 1º É livre a criação, o manejo, a multiplicação de colônias, a aquisição, a guarda, o comércio, o escambo e a utilização de produtos tangíveis e intangíveis obtidos do meliponário.
§ 2º Os rótulos dos produtos da abelha-sem-ferrão deverão conter a identificação toxinômica, o peso, as medidas e a classificação, de acordo com a origem do mel, como unifloral ou monofloral (procedente de flores de uma mesma família) e multifloral ou polifloral (obtido a partir de diferentes origens florais)." (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 17 de janeiro de 2017.

JOÃO RAIMUNDO COLOMBO
Nelson Antônio Serpa
Vicente Augusto Caropreso
Moacir Sopelsa

Publicado no DOE em 19 jan 2017


PL 0145.6 - 2016

http://doe.sea.sc.gov.br/Portal/VisualizarArquivoJornal.aspx?cd=1583

http://leisestaduais.com.br/sc/lei-ordinaria-n-17099-2017-santa-catarina-altera-a-lei-no-16-171-de-2013-que-dispoe-sobre-a-criacao-o-comercio-e-o-transporte-de-abelhas-sem-ferrao-meliponineas-no-estado-de-santa-catarina

sexta-feira, 17 de março de 2017

Dia Nacional do Mel


O Dia Nacional do Mel é celebrado em 17 de março, em todo o Brasil. A data foi criada com o intuito de lembrar a todos da importância desse precioso alimento, considerado o único alimento doce que possui sais minerais e vitaminas que são essenciais para a saúde do ser humano, produzido pelas abelhas a partir da colheita do néctar das flores. Essa extração está intimamente ligada ao processo de polinização de vários espécimes vegetais, entre eles as frutas, legumes e verduras. É através da polinização que as flores são fecundadas, dando início ao desenvolvimento de frutos e sementes.

Bom, se você gosta de abobrinha, melancia ou maracujá, esse assunto tem tudo a ver! Se não houvessem as abelhas - os principais agentes polinizadores em ação na natureza - muitos legumes e frutas seriam bem diferentes das que estamos acostumados a encontrar hoje em dia, e as espécies vegetais seriam drasticamente reduzidas.

Antigamente, o homem consumia o mel de forma extrativa, geralmente causando danos para as colmeias. Porém, com o passar do tempo, ele aprimorou as suas técnicas, e hoje em dia é possível abrigar abelhas "domesticadas" em colmeias artificiais, podendo assim aumentar a produção do alimento. 

Mesmo assim, as abelhas tem perdido espaço nos dias de hoje, e algumas pesquisas sugerem que algumas espécies estão diminuindo ou mesmo desaparecendo em algumas regiões do planeta, devido à ação do homem ou mesmo da natureza: poluição, ocupação intensiva das terras, uso de defensivos agrícolas, e fenômenos como El Niño. Isso acaba colocando em risco todo o bioma, afetando a ação das abelhas. Por isso, atualmente o preço do mel no mundo todo tem registrado aumento nos últimos anos, devido à queda na produção como um todo.

Suas propriedades medicinais podem também oferecer uma ação antibacteriana.  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Pesquisadores britânicos descobrem que as abelhas podem aprender

Fonte: Jornal Nacional

Elas não só copiam, mas melhoram o que foi ensinado, dizem cientistas.
Pesquisa pode ser usada para produzir computadores cada vez menores.




Um grupo de cientistas britânicos revelou ao mundo uma capacidade surpreendente das abelhas: elas aprendem
A cena comum esconde um repertório de habilidades. A abelha decora onde fica aquela flor mais doce e voa até cinco quilômetros por dia num vai e vem regado a néctar. Essa habilidade de lembrar o caminho sempre chamou a atenção dos cientistas.
Os pesquisadores da Universidade Queen Mary já tinham conseguido ensinar a puxar uma linha para alcançar uma flor artificial. Mas como as abelhas às vezes puxam pétalas para acessar o néctar, não havia muita novidade.
Agora os cientistas tentaram algo diferente: uma espécie de golfe de abelha. Elas precisariam pôr a bola no buraco para ganhar uma solução com açúcar.
Não é difícil convencer as abelhas a participarem do teste. O propósito da vida delas é explorar o mundo ao redor das colmeias. E assim como nas flores, no laboratório elas encontram o néctar, mas elas só levam a recompensa de volta se cumprirem todas as tarefsa.
No primeiro teste, uma abelha de mentira ensinava como se fazia. As de verdade prestavam atenção e pimba: em meia hora resolviam a tarefa.
Os cientistas então resolveram dificultar: agora a bola era atraída por um imã escondido. Três em cada quatro abelhas aprendiam e empurravam direitinho até o buraco.
Um terceiro teste não teve nenhuma demonstração. E olha que um terço das abelhas demorou, mas conseguiu entender.
O mais interessante foi observar que as abelhas eram cada vez mais rápidas e escolhiam caminhos mais curtos. Isso sugere que elas não só copiam, mas melhoram o que foi ensinado.
O pesquisador chefe diz que as abelhas provam que dá para fazer muito com um cérebro do tamanho de um alfinete.
Esse tipo de conhecimento pode ser usado para produzir computadores cada vez menores.
O novo experimento mostra uma habilidade até então desconhecida. O que limitava o nosso aprendizado sobre a capacidade de insetos era a falta de criatividade humana.